Embora tenha ouvido varias pessoas comentarem que viram as maravilhosas formações em V como se fosse a coisa mais natural do mundo, mesmo andando pra cima e pra baixo com a minha camera fiel companheira na bolsa, não dei sorte de flagar nenhuma delas… ao menos, nenhuma que o zoom da minha maquina alcançasse…
Assim sendo, quando lá pelas tantas ouvimos falar de uma reserva perto daqui (mais ou menos uns 60 km) que é famosa por receber as aves migratórias, não sosseguei até ir lá conferir. Vale dizer que esse fenomeno não dura muito tempo, assim, se deixar passar a oportunidade… só no ano que vem.
Nesta reserva em especial, é bom programar a visita pra um horario em que a maré esteja alta pois, como a passarinhada se alimenta principalmente das algas da região, costumam estar proximas as margens. E como saber a hora exata? Bem, a melhor opção é ligar pro parque e perguntar. No dia que fomos, estava prevista pra ter o pico as 05:36 da matina …sim, deve haver alguma versão em frances do proverbio: Deus ajuda quem cedo (mas muito cedo mesmo) madruga!!!
Francamente, fiz todo o possivel pra arrancar o Arnaldo da cama antes do sol raiar mas simplesmente não rolou. Pra resumir, chegamos lá eram quase 08:00 e a maré já tava bem mais baixa… resultado: os pássaros estavam lá (cerca de 24.000 segundo a adminstração do parque) mas longe demais pra ver.
Tão vendo com a margem fica loooonge? Bem, tinha um pessoal com umas cameras profissionais que faziam a minha parecer ter saido diretamente de uma caixa de cereal como brinde pras crianças de até 3 anos… E eles comentaram que dava pra ver super bem a bicharada…. brrrrrrr… tem gente que não sabe brincar mesmo, não é?
Na realidade, pra não dizer que não vi nenhumzinho…
Mas acho que vocês entendem por que fiquei um bocadinho frustrada…
De qualquer forma, a reserva é bem bonita e a vegetação estava no auge com as cores do outono. Quanto aos passaros, esses iam ficar pra outro dia… C’est la vie, n’est pas?



