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Sei que faz um tempão que não apareço por aqui … mas pra compensar, voltei pra contar boas noticias!

Bem, há quase um ano (como o tempo voa!!!!) mencionei em um post que estava fazendo um curso técnico em um Cégep em assurance de dommages (seguros) . E ha algumas semanas, finalmente, comecei a trabalhar na area.

Assim sendo, imaginei que seria interessante mencionar algumas particularidades do mercado de trabalho daqui.

Sabem, quando comecei a fazer o curso, o que mais influenciou a minha decisão foi: a duração (no meu caso 11 meses) e a demanda do mercado de trabalho (que está num momento super aquecido nessa area). Quanto ao conteudo em si, o interesse veio mais tarde e, honestamente, foi uma surpresa ter gostado tanto assim (vai entender, n?).

Não vou dizer que saí da sala de aula já com um contrato na mão… passei por várias entrevistas até finalmente dar certo. E, quando deu, foi com muito prazer que apresentei minha carta de demissão na loja em que trabalhei durante mais de um ano e meio. Vale notar que nem todos os contratos mencionam um período de aviso prévio, contudo, é um sinal de cortesia e de respeito dar duas semanas ao empregador e foi o que acabei, mesmo com uma preguiça danada, fazendo.

Sobre o tudo isso, segue algumas curiosidades:

– Acabei conhecendo a empresa em que estou trabalhando em um salon des talents. Essencialmente, me inscrevi em um café da manhã onde várias seguradoras estariam presentes divulgando vagas e aceitando curriculos. Nessa mesma manhã aconteciam mini entrevistas (de uns 5 minutos cada). No caso dessa empresa, mencionaram que gostariam de fazer uma entrevista por telefone em outra ocasião. Isso ocorreu dias mais tarde e durou uns quinze minutos (metade em ingles, metade em frances).

– Dias depois me ligam novamente marcando uma entrevista na empresa. Dessa vez, o encontro durou cerca de uma hora e foi feita por uma pessoa de RH e uma gerente. Mencionaram que receberia uma resposta nas próximas duas semanas. Caso o resultado fosse positivo, alguém me ligaria, caso não rolasse, eles enviariam uma resposta pelo correio. Como ninguém me ligou, assumi que deveria ficar de olho na caixa de correios… hihihihihihih…

– Ainda mais uns dias passaram antes que recebesse noticias. No final das contas, a pessoa do RH tinha saído de férias… mas felizmente, a vaga era minha! E foi somente nesse momento que me fizeram uma proposta oficial com os detalhes do salario, beneficios, horarios, etc… Cinco minutos mais tarde, eu estava ao telefone com a gerente da loja informando que minhas duas semanas de aviso prévio iriam começar na próxima segunda…

No momento de assinar o contrato, pela primeira vez ouvi falar de algumas cláusulas que, aparentemente, não são tão raras assim. Exemplo:

  • Se eu sair da empresa pra trabalhar em uma concorrente (direta ou indireta) e convencer a mais alguém que trabalha comigo a fazer o mesmo (isso no periodo de um ano);
  • Se eu sair da empresa pra trabalhar em uma concorrente (direta ou indireta), a nova empresa tem que estar situada em um raio (ou como dizem aqui, à vol de oiseau) de onde trabalho agora, e isso durante um período de seis meses,
  • E, naturalmente, há normas sobre a confidencialidade (essa ainda mais longa) e todas com multas salgadérrimas envolvidas.

Além disso, como na maioria esmagadora das empresas, o(a) funcionário(a) é responsável por pagar o próprio transporte, por levar a própria marmitinha e, pra quem está começando, só rolam 2 semanas de férias por ano… bem, fazer o quê? 😉

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